20 setembro, 2016

Segunda Guerra Mundial - Memórias e Fragmentos - Vários Autores


Segunda Guerra Mundial - Memórias e Fragmentos
Coordenação Rô Mierling
Editora Illuminare - 115 pgs

"Aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-los"
                                                                                         George Santayana

Eu sou uma apaixonada por História, sim com H maiúsculo. Desde sempre fui muito curiosa com fatos e acontecimentos históricos, e como eles moldam toda uma sociedade. 

E talvez um dos momentos que mais me cause interesse seja a Segunda Guerra Mundial. O porquê disso, eu não sei explicar. Mas sempre que posso leio algo a respeito ou assisto a algum documentário. Porém, não consigo fazer em qualquer momento isso. Toda essa história, por algum motivo, mexe demais comigo. Então, sempre que possível escolho um momento onde eu esteja bem pra fazê-l, isso minimiza o sentimento de tristeza ou qualquer outro que venha a ter.

Aí, sou surpreendida com a chegada do livro citado. E não posso escolher o melhor momento, eu tenho que lê-lo. 

Respiro fundo e me entrego à leitura.


A obra é composta por 15 contos, onde o autor poderia desenvolver uma história em qualquer gênero literário, dentro do tema Segunda Guerra Mundial. 

Eu não conhecia nenhum dos escritores selecionados, então não tinha ideia do que esperar ao iniciar a leitura. Mas, fui surpreendida positivamente a cada página lida.

Os contos são realmente bem variados no quesito gênero, mas uma coisa todos tem em comum: são de ótima qualidade. É difícil escolher um preferido, acho que nem tenho. Mas alguns chamaram mais minha atenção. Então, vamos a eles.

Trincheira - é o conto que abre a antologia. Nele temos um senhor, que durante um cochilo volta a viver os momentos angustiantes de um dos ataques durante a guerra. Quando acorda, percebe que a guerra nunca acabou, só mudou o molde.

Para Voar e Ser Invisível por Clarisse Souza - conta o momento em que um fantasma se vê refletido nos olhos de Noah, um garoto judeu que tem "O corpo errado". Esse fantasma acompanha o garoto até o momento onde deixa o vento levá-lo.

Um Assombro para o Führer por José Martins Filho - como todo bom trabalhador, o Führer também precisa de um descanso. E em um desses momentos de relaxamento, eis que começam a surgir sons estranhos, e só podem ser fantasmas. Mas, qual não é a surpresa ao descobrir qual o real motivo desses sons.

Contracapa
Isso é só uma mostra do que esse livro trás. Eu recomendo pra todos os públicos, independente do gênero literário que goste. 

A edição do livro é de excelente qualidade, e no final da obra temos uma pequena biografia dos autores e da organizadora, Rô Mierling. 


11 setembro, 2016

24ª Bienal do Livro de São Paulo

Os anos pares são os melhores, afinal é neles que acontece a Bienal do Livro de São Paulo. 


E esse ano foi mais especial ainda, pois pela primeira vez pude cobrir o evento como blogueira, o que me deixou imensamente feliz e agradecida. 

Consegui ir ao evento nos dias 26, 27 e 28 de Agosto e 02 de Setembro. Foram quatro dias mágicos.

26 de Agosto

Saí cedinho de Jundiaí e me encontrei com minha irmã Tatiana (que foi minha companheira e ajudante do dia, obrigada cabeção), no metrô Tietê. Lá embarcamos no ônibus gratuito, que foi disponibilizado durante todos os dias do evento. 

A cabeçuda da minha irmã Tatiana e eu... Muito amor envolvido.

Com a agenda do 1º dia e credencial em mãos, fomos ao trabalho.

No primeiro momento eu queria apenas ver os estandes, e a evento como um todo. Fiz um vídeo pra mostrar um pouquinho disso pra vocês.


Depois foi a vez de novamente encontrar uma das pessoas que mais admiro: Maurício de Sousa. Sabe-se lá porque, eu decidi levar minha Mônica pra Bienal. E pra minha surpresa e alegria, e claro a insistência da irmã preferida (e única que tenho), me chamaram pro reservado onde o Maurício estava. 


Faltam palavras pra descrever esse momento. Só consigo dizer que mais uma vez zerei a vida, e minha Mônica agora é mais preciosa ainda <3.

Foto - Reprodução/G1


Depois foi só diversão.


E esse painel, era uma das coisas mais bacanas que tinha por lá.



E tinha um estande lindo com uma exposição do Pequeno Príncipe.



Heróis e mais heróis.


E quem não ama?


27 e 28 de Agosto

Bom, agora era hora de ir encontrar alguns autores e garantir meus autógrafos. Teve André Vianco, Walter Tierno, Leon Idris e Ana Beatriz Brandão.



02 de Setembro

Mais uma vez volto pra encontrar pessoas queridas, conhecer outras e me despedir. Nanuka Andrade que é mais que um escritor amado pra mim, e Vanessa Bosso. 


E conversei um pouquinho com a Nuccia de Cicco também. Logo mais terá vídeo/entrevista e sorteio.


Pra resumir tudo.

Mais uma vez foi uma experiência fantástica. Esse ano os corredores estava bem mais largos, o que facilitou e muito o acesso e deslocamento dentro do evento. Em vários momentos vi policiais militares e guardas civis no local, o que garantia um pouco mais de segurança ao público. Existiam vários totens do Spotify, onde além de ouvir um pouco de música e descansar o esqueleto, também era possível carregar as baterias dos equipamentos eletrônicos. 

Existiam filas nos banheiros e no bebedouros, mas isso é praticamente lei em grandes eventos. E os preços dos alimentos como sempre caros, mas nada que uma boa marmitinha não tenha resolvido. 


O difícil disso tudo é esperar até 2018.

05 setembro, 2016

Ondas Poéticas organizado por Fernanda Mothé Pipas e João Cabral Teixeira


Ondas Poéticas - Organizadores Fernanda Mothé Pipas & João Cabral Teixeira 
Darda Editorial - 189 pgs

Neste mar de inspirações, navegam poetas e poetisas, nossas Ondas Poéticas, que nos tocam com a sua sensibilidade e vida. Este livro é um hino livre, oriundo de cantos marítimos, que nos chegam encantando, declarada e imensamente, o nosso coração...

Eu sou uma verdadeira apaixonada por poesias. Desde muito nova, vira e mexe leio um livro do gênero. Independente do estilo utilizado, eu gosto. Desde Drummond até os undergrounds. Parou na minha mão eu leio. Outra coisa que eu gosto muito é o fato da não obrigatoriedade de sequência. Deu vontade você abre uma página e lê, deixa de lado, volta a ler mais tarde. Lê mais de uma vez, pula outras e assim segue. 

Uma das coisas que me atrai na poesia, é que de alguma forma ela consegue tocar na alma. Não estou falando de poemas românticos não, estou falando de qualquer poema. Eles tem um poder que é capaz de em poucas linhas escarafunchar o fundo do nosso ser. 

E com esse livro não foi diferente.

São 46 autores, de diversos locais do país, idades e profissões varidas mas com um objetivo em comum: expressar em palavras sentimentos.

Por inúmeras vezes me senti tocada pelas palavras nessa obra. Não é possível falar desse ou daquele autor em especial, porque cada um tem seu estilo próprio, mas uma coisa é certa, o livro é um conjunto perfeito de estilos variados.

Eu recebi a obra da autora Nina Spim, que nos agracia com 3 poemas seus. Todos, cada qual ao seu modo me encantaram. 

(In)Finitude

Finitos e infinitos
são as nossas caixas
de solidões que ficaram
para trás,
sem nome, 
sem data.
Nunca serão nada.
                                     pg 151

Um diferencial que me chamou bastante a atenção, foi o livro trazer um mini histórico do autor antes dos poemas do mesmo. É um referencial e tanto pra conhecer um pouco mais deles, e procurar por outras obras.


A diagramação é boa, margens e fontes de bom tamanho, e apesar de ter folhas brancas, isso não incomoda em nada.

Mais que recomendado pros amantes da boa poesia, e um ótimo caminho de entrada pra quem não te o costume de ler.


17 agosto, 2016

Pérolas da Minha Surdez por Nuccia De Cicco

Pérolas da Minhas Surdez por Nuccia De Cicco
Editora Metamorfose - WWLivros - 119 páginas

Música, buzina, despertador e então... silêncio. Como se acostumar a não ter som e precisar aprender a se comunicar novamente?

As pessoas dizem verdadeiras pérolas sobre surdez, pois a maioria desconhece o assunto. Não compreendem o que é lidar com a ausência de um sentido tão importante, algo que sempre teve, sempre fez parte da sua vida, até o perder. E, então, ter de reinventar todas as suas verdades.

Nesta obra, a autora narra experiências de sua vida após o diagnóstico de surdez total irreversível, buscando ampliar o (re) conhecimento sobre o tema na sociedade. São histórias singulares, divertidas e complicadas, sobre paixões, curiosidades, tecnologias, preconceito, aprendizado e, principalmente, luta e força de vontade. 

Um livro que trilha o caminho em direção dos que almejam encontrar respeito, aceitação e voz.

"... sou deficiente auditiva surda profunda bilateral de caráter sensório-neural poliglota de identidade híbrida!"
                                  pg 54

Sabe quando você lê um livro e quer se tornar amiga do autor? Pois é, foi a minha vontade assim que terminei essa leitura. 

O livro trata de um assunto difícil, o momento onde a autora se tornou surda de maneira irreverssível, quase que da noite para o dia. 

Certo dia, Nuccia ao atender o telefone não ouve nada, troca de orelha e tudo ok. Nem chegou a dar muita atenção ao fato. Tempos depois, em uma consulta médica ela teve a confirmação: neurofibromatose, doença rara que acomete 1 a cada 40.000 pessoas em sua maioria mulheres, e o primeiro sintoma é a perda auditiva. 


Eu sou professora de Educação Física, e em uma das minhas andanças pelo mundo, lecionei em Piracicaba em uma escola que acolhia alunos surdos. Lá tinham intérpretes de Libras em todas as salas. Foram 2 anos de muito aprendizado, claro que não aprendi Libras, mas aprendi a como lidar com esse público e isso foi muito gratificante. Sei as letras do alfabeto, os números, um ou outro sinal e tenho o meu próprio que foi dado pelos alunos.

video

O sinal que substitui o nome próprio normalmente é baseado em uma característica física. No meu caso, leciono sempre com o cabelo preso.

Eu como ouvinte, nem consigo imaginar o que é não ter esse sentido. Falo muito devido ao meu trabalho, danço, sou apaixonada por músicas, barulho de chuva, de onda... Mesmo já tendo trabalhado com esse público é impossível imaginar essa sensação, ainda mais num mundo como o nosso, que é pouco adaptado pra que tem algum tipo de necessidade especial.

"Prazer, surda tagarela ao seu dispor."
                                                                                   pg 55

Agora explico porque quero ser amiga da autora. O livro é narrado como se ela estivesse conversando com amigos numa mesinha de bar, ou no sofá de casa. Ela relata sua vida e problemas de maneira leve, descontraída e quase divertida.  

O livro é bem curtinho, mas o conteúdo é gigante. Ela mostra de forma natural como encarou esse processo, e ainda o encara. Em certo momentos chegamos a rir com a maneira como ela lida com as adversidades da vida, e em outros é impossível não se emocionar. 


Vale ressaltar que além dos relatos pessoais, ela acrescenta inúmeras informações técnicas sobre a surdez, o que torna a experiência literária muito mais rica. E pasmem, apesar de trabalhar na área, não sabia que os surdos não participavam das Paralimpíadas, e sim tinham uma própria pra eles, a Surdolimpíadas. Aprendendo sempre. 

Se eu recomendo a leitura? Sem sombra de dúvida. É um livro que traz uma visão sobre como encarar os problemas de maneira leve e natural. E ainda recomendaria fortemente para instituições de ensino. 

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12 agosto, 2016

O Escaravelho de Ouro por Edgar Allan Poe


O Escaravelho de Ouro por Edgar Allan Poe

O conto foi publicado pela primeira vez em 1843.

William Legrand é o que podemos chamar de caçador de tesouros. Ele mora isolado em uma ilha com seu servo e fiel escudeiro Júpiter. De tempo em tempos eles recebem a visitar de um amigo, que será nosso narrador nessa aventura. 

Certo dia ele encontra um artefato em forma de besouro, mais precisamente um escaraveljho de ouro. No auge da empolgação ele desenha essa descoberta pra o amigo, porém esse acha a imagem mais parecida com um crânio do que com um escaravelho. 

Tempos depois, o alucinado Legrand convence seu amigo a irem investigar um determinado ponto da ilha, onde ele acredita haver um tesouro escondido. Apesar de Júpiter e o narrador acharem que ele está louco, o acompanham nessa empreitada.

Aqui nós temos um conto mais longo que os anteriores, na edição que li ele tem 39 páginas, mas nem por isso menos interessante. Muito pelo contrário. O conto é bem estruturado e consegue prender a atenção do leitor do início ao fim da história. Diferente de outras obras de Poe, aqui nós não temos terror propriamente dito, mas algo mais próxima de uma caça ao tesouro. Uma verdadeira aventura que irá agradar apaixonados por Sherlock Holmes e Indiana Jones. 

Por ser um conto mais longo, o autor tem um tempo maior pra nos embrenhar em sua história e com isso nos tornamos quase íntimos de Legrand, acompanhando todo o seu empenho e crença na sua busca. Sentimos o carinho e atenção com que Júpiter acompanha o seu senhor, e temos o mesmo olhar cético do narrador. 

Sem dúvidas é mais uma obra primorosa desse mestre da literatura. Poe sabe usar as palavras e como ninguém consegue prender atenção do leitor até o final. Esse conto eu recomendo muito para aquelas pessoas que nunca o leram por receio de sua fama de mestre do terror. Não é isso que vemos aqui, mas sim uma aventura que tem seus mistérios, mas nada exatamente aterrorizante. 

Esse post faz parte do Desafio 12 Meses de Poe criado pela Anna Costa.

05 agosto, 2016

Primeiras Impressões de Seres do Além por Clayton de la Vie


Seres do Além por Clayton De La Vie
Editora Fonzie - 402 pgs

Uma única missão leva os irmãos Christine, Nicolas e David Richard a se embrenharem por caminhos tortos de um Mundo Mágico, onde desvendam os segredos relacionados à morte de sua mãe e se veem em um cenário repleto de mentiras e jogos de poder.

Além dos tradicionais elementos mágicos, Seres do Além reúne uma variedade de aspectos culturais humanos e também aborda uma mitologia própria.

Esqueça a sua definição sobre o bem e o mal, pois, no universo criado pelo autor paulista Clayton De La Vie, ambos se confundem; em certos momentos tornam-se um.

Eu já conhecia a escrita do Clayton de la Vie, e confesso que me tornei fã desde o início. Pra quem não o conhece, é um jovem rapaz de 20 e poucos anos, mas com um talento ímpar. 

Clayton de la Vie
Já conhecia a obra, e fiquei extremamente feliz quando soube que ela ganharia uma casa nova, e mais feliz ainda quando vi o resultado, mal posso esperar pra tê-lo em mãos. 

Mas vamos ao que achei. Eu sou uma apaixonada por fantasia, De todos os gêneros literários, talvez seja o que mais goste e me identifique. Logo, não tive nenhuma dificuldade pra entender o contexto. Aliás, esse é um livro excelente para aquelas pessoas que não leem fantasia, pois imaginam que irão ficar perdidas com um mundo diferente do nosso. O autor soube muito bem inserir cada uma das personagens, a ambientação da história é perfeita e a linguagem é totalmente acessível. Aliás, falando nisso, preciso fazer uma adendo. A linguagem usada pelo autor é impecável, e o vocabulário é riquíssmo. Só isso já valeria a dica. 

A narrativa é fluida, envolvente e surpreendente. Impossível não se envolver com a história dos irmãos, e vivê-la juntamente com o trio. E não só eles, todas as personagens são cativantes, cada uma ao seu modo. Cada passar de páginas, era uma alegria e um sofrimento ao mesmo tempo. Queria devorar o livro, mas não queria que acabasse. E agora necessito saber o que vem pela frente. 

Mesmo tendo lido um pouco mais de 100 páginas, posso garantir que é uma das histórias mais fantásticas que já li. Esse é daqueles livros que você precisa ler. 

O livro pode ser adquirido no site da Editora Fonzie

Pra conhecer mais do escritor, leia a entrevista que ele cedeu gentilmente pro Profissão: Leitora.

28 julho, 2016

As Crônicas de Fedors - livro 2 da Série Os Livros de Esteros


As Crônicas de Fedors - livro 2 da Série Os Livros de Esteros
Aldemir Alves
Selo Jovem - 370 pgs

Como é segundo livro de uma série, pode conter spoilers. No link você encontra Minha Opinião sobre o primeiro livro.

O livro começa exatamente após a destruição da família Destrus. Apesar de todos acharem que nenhum deles sobreviveu, Andor o filho mais novo, foi salvo por Morteros um semideus que o ajudará na busca pela liberdade de Esteros.

Será que Andor está preparado pra enfrentar e exterminar o orcs que assolam o seu mundo?


Nesse livro o foco é Andor, que no final da primeira obra parecia estar à beira da morte após um ataque de seu irmão Vamcast. Porém ele foi salvo, e tem um propósito muito maior, o de libertar toda uma nação das garras dos orcs. No decorrer da narrativa nós acompanhamos todos os momentos desse jovem, desde o seu resgate por Morteros até sua total recuperação, passando por momentos de dúvidas e anseios.

Conhecemos novos e importantes personagens, como: Miguel, um anjo que acabou se apaixonando por uma mortal; Zoram uma de suas filhas e que tem um papel importante na narrativa; Morteros o salvador de Andor, além de aparições de personagens já conhecidos como a Angel e Vamcast.


Intercalando alguns capítulos, temos mais uma vez Fedors e Salazar, mantendo o mistério de que mrealmente é o undead. E confesso que essa é uma das partes que mais gosto do livro.

O início do livro é um pouco mais arrastado do que o primeiro, porém com o decorrer das páginas a história engrena e é quase impossível parar de ler. Mais uma vez temos cenas perfeitas de batalhas, que em muitos momentos pede estômago forte do leitor.


A narrativa continua em terceira pessoa, o que particularmente eu adoro, pois acredito que posso ter uma visão mais ampla da história dessa forma. Aqui encontramos mais uma vez as ilustrações entre os capítulos, e posso garantir que estão melhores ainda.

Já quanto a diagramação, existem inúmeros problemas. Pra começar, esse livro é menor que o primeiro. São 2 cm na largura de 1,5 cm na altura, como são uma série, acreditei que seguiriam o mesmo padrão, inclusive o material da capa é diferente, nesse volume é brilhante e no anterior fosco. Aí vem um problema bem mais sério, a revisão. Eu sei  que é talvez a parte mais cara de um livro, mas aqui nós temos 2 revisores, e existe uma quantidade tão grande de erros, que em certos momentos eu fiquei meio cansada da leitura. Esses erros vão de falta de pontuação, excesso de acentos a falta de artigos definidos. Pra uma pessoa não tão chata a leitura caminha sem problemas, mas me incomodou. Porém, nem tudo são trevas, as páginas estão mais fininhas, o que foi bom, porque na obra anterior elas eram muito grossas. O tamanho de fonte e margem são bem bacanas também.


Em resumo, a história continua me deixando interessada e já quero o livro 3. Recomendo sem sombras de dúvidas pra qualquer leitor, mas principalmente pros que gostam de fantasia medieval, esses vão se deliciar.

Compre na Amazon  ou no site da Editora Selo Jovem